segunda-feira, 30 de abril de 2018

Politicamente incorrecta

Pois é... eu sou uma mãe politicamente incorrecta, ou talvez à moda antiga!

- Os meus filhos ouvem ralhetes e ficam de castigo (se for preciso uma palmadinha no rabo também não me oponho)
- Às vezes comem doces
- Há dias em que estou tão exausta que para o jantar abro uma lata de salsichas e acompanho com massa (ou puré que ainda é mais fácil!)
- Têm regras e obrigo-os a dizer "olá", "obrigado", "se faz favor", "desculpe"
- Cá em casa a Mãe e o Pai mandam
- Não faço papas caseiras (não me oponho, simplesmente não há tempo!), a cerelac vai ter que servir
- Não tenho imaginação para fazer coisas diferentes para o pequeno almoço (HELP!)
- Nem sempre dá para tomar banho antes de ir dormir (Ups...)
- Ajudam nas tarefas da casa
- Cada um dorme na sua cama
- A televisão às vezes faz milagres (apesar de ser totalmente contra, mas o que é que se há de fazer?)
- Se faltarem legumes no prato não faz muito mal, já comeram o suficiente na sopa!

Por outro lado:

- Podem brincar na terra e na lama (nesses dias há banho de certeza!!!😂)
- há sempre tempo para brincar um bocadinho com eles antes de iniciar a rotina do final do dia
- Está a chover? Vivas as galochas!
- Brincam com os primos como se fossem irmãos
- Todos os dias ouvem uma história (pronto, pronto... nem sempre)
- Pintamos os dedos, as mãos, fazemos desenhos!
- Brincam ao ar livre
- Cantam imenso
- Acompanham os Pais nas aventuras que decidem ter (de forma meia louca) de norte a Sul de portugal
- Aos fins de semana há ronha na cama dos Pais, e depois fazem o pequeno almoço em família (na verdade é com o Pai, eu aproveito para ficar na cama a descontar as horas acordada durante a noite a trocar fraldas ou dar biberons até a Teresinha me vir chamar)
- São felizes!!!

No final do dia, a culpa de não ter conseguido fazer tudo "by the book" desaparece quando olho para eles e penso que são mesmo felizes! Até posso fazer muita coisa errada mas... se eles são felizes, têm bom coração, gostam da família, de ajudar os outros, isso não chega?... Para mim chega! (e para eles também)

Mas está tudo louco??

Casei-me em Outubro de 2014, cheguei de Lua de mel em Novembro, e foi mesmo na semana em que voltei que ouvi a pergunta "então, para quando um bebé?". A falta de noção é enorme! Tinha-me casado há quinze dias!!!
A verdade é que fiquei logo à espera de bebé mal voltámos. Nessa altura, quando contavamos a novidade, invariavelmente as pessoas levavam os olhos ao céu e faziam contas para ver se o bebé tinha sido concebido antes ou depois do casamento! 
Em Setembro do ano seguinte nasceu a minha filha Teresinha, um mês depois já me perguntavam "então, quando lhe dão um irmão?" ... Desta vez era eu que levava os olhos aos céus e contava até dez para não começar a ser antipática e a dizer bojardas. 
Em Março deste ano nasceu o Sebastião, desta vez as pessoas ainda fizeram melhor... nem 24h tinham passado, ainda estava eu na Maternidade (e nada parecida com a Kate Middleton) e já me diziam "Estás com tão boa cara, assim vale a pena começar a pensar já no terceiro" ou mesmo "Tão querido, para quando pensas ter outro?"... Meus amigos... fui toda escortanhada (cesariana), tenho olheiras até ao queixo, a barriga agora já vazia mas enorme quase toca nos calcanhares, ir à casa de banho é uma aventura (e ao mesmo tempo o ponto alto do dia quando consigo ir sozinha), estou a suar em bica colada à cama enquanto me perguntam se já estou a soltar flatulências e se já evacuei... Não... nesse momento não quero pensar em mais filhos, só em tudo o que os que já nasceram me deviam dar para compensar estes dias. Ao contrário de tantas, eu não considero os partos lindos e os dias mais felizes da minha vida. Pelo contrário, são alturas em que uma pessoa se sente completamente vulnerável, sem privacidade, com dores, desconfortável e com fome (sim, tive imensa fome!) ... não quer dizer que não dê origem ao melhor da nossa vida, não quer dizer que não valha a pena, não quer dizer que me arrependo nem por um segundo... limito-se a dizer que há dias mais bonitos e agradáveis.

Conclusão... amigos, conhecidos, família... às vezes o silêncio é de ouro !

O primeiro de muitos

Como todas as pessoas que começam um blogue, estou a fervilhar de ideias para partilhar! Mas sendo que este é apenas o primeiro post, vou-me só apresentar.
Sou a Teresa (Teresinha ou Tita), nos últimos três anos casei-me, mudei de trabalho, mudei de casa (duas vezes!), tive dois filhos, mudei as prioridades, ganhei muuuitos quilos, olheiras e cabelos brancos. Se vale a pena? Vale todos os dias! Se é fácil? Não!
Além de ser Mãe, mantenho um trabalho que adoro, mas que às vezes não ajuda à festa, sou educadora!!! 
A vontade de chegar a casa, depois do trabalho e ter um banho preparado, um bom livro, conversa de "crescidos" e música de fundo é enorme mas... nunca aconteceu nem vai acontecer em tempos próximos! Com dois filhos pequenos (uma com dois anos e um bebé de um mês) Chego a casa para a confusão dos banhos, birras, fazer o jantar, dar o jantar, trocar fraldas, deitar as crianças, lavar a loiça, lavar a roupa, limpar a casa e BANG já nem tenho tempo ou vontade para jantar! Quando finalmente já tenho cara de zombie e começo a maldizer a vida chega o marido a perguntar pelo dia. 

Este é um blog escrito por uma Mãe dos subúrbios, para outras mães, estejam onde estiverem.  
Aqui vou partilhar o melhor e o pior da maternidade, incluindo aquilo que nem sempre nos dizem!




Dias a 4

Fim de semana a quatro  Há uns dias tomámos uma decisão para a existência! Estávamos a precisar de tempo a quatro, de papo para o ar,...