Tenho andado a pensar nesta coisa de ser Mãe nos dias de hoje...
Toda a gente nos diz que ser Mãe é difícil, a verdade é que nem sempre é fácil, mas quem mais o dificulta por vezes não são os filhos, nem tão pouco as famosas sogras, mas sim outras Mães.
Ora, todas apregoam que não são perfeitas (fica sempre bem dize-lo) mas a maior parte do tempo andam à procura de alguém que julguem ainda menos perfeito para poder apontar o dedo e achincalhar. A pergunta é... porquê? Já não se pode errar sem ser crucificado em praça pública.
Na verdade, numa altura em que o Mundo avança a passos largos, em que todos os dias aparecem novas teorias, nós vamos evoluindo com ele tentando descobrir o nosso espaço e onde melhor nos enquadramos.
Porque raio é que uma Mãe não pode dar uma bolacha Maria ao filho sem que imediatamente haja alguém a dizer que ela não gosta dos filhos, devia ser punida, que a criança ganhava mais em ser orfã e que nunca tinha visto tamanho sacrilégio?!? Mas desde quando é que damos liberdade para todo e qualquer sujeito se intrometer desta forma? E pior... porque raio acabamos por nos sentir mal e ficar a pensar se seremos de facto o monstro que nos dizem que somos. Afinal, onde está a humildade da Mãe que nos acusa mas que há dois segundos atrás batia com a mão no peito a dizer que era imperfeita? Alguma coisa de muito errado se passa aqui.
E estamos a falar da parte mais básica, porque se formos a questões mais complexas então está o caldo entornado! Há tempos, num grupo de Mães no facebook vi uma pobre coitada ser totalmente atacada por discordar que haja aulas de educação sexual obrigatórias... Tudo bem que deu a sua opinião em público e sujeitava-se a ouvir respostas quer as pessoas concordassem ou discordassem. Mas não foi isto que aconteceu, fiquei estupefacta ao ver esta mãe ser comida viva! Seguiram-se dias de respostas horríveis, insultuosas, javardas e (essas sim) intolerantes. Não contentes com as respostas, seguiram-se posts a gozar com a pobre coitada que ousou pensar de forma diferente da que as donas da verdade pensavam. Onde está afinal a tal imperfeição que tanto apregoavam?
Eu tenho a sorte de conseguir não me sentir afectada por estes comentários, cresci numa família espectacular onde todos os dias alguém metia a pata na poça (tentem ter uma família perfeita com cinco filhos hahaha) e nunca foi crucificado por isso. Agora sou eu que dou aos meus filhos espaço para crescerem desta maneira, mas mais importante que isto, dou este espaço a mim própria. Lido com as minhas imperfeições, conheço-as, tento melhorá-las mas... honestmente?... Mais ninguém tem nada a ver com isso.
No final do dia são as opiniões alheias que me movem? Não, de todo, é o amor que tenho pela minha família e a certeza que, errando todos os dias (várias vezes por dia) dou o meu melhor e tenho uma família que me adora com todas as minhas imperfeições, equilibrada segura e sobretudo unida e feliz.

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