segunda-feira, 14 de maio de 2018

Um 13 de Maio diferente

Escolhemos o dia 13 de Maio para baptizar o Sebastião. Como consagramos os nossos filhos a Nossa Senhora, percebemos que fazia todo o sentido. Foi um Baptizado tão simples quanto bonito, apenas com a família nuclear e o coro feito dos nossos amigos mais próximos. Tudo parecia bem encaminhado, mas, como não podia deixar de acontecer, os stresses aconteciam sem que ninguém (ou quase ninguém) desse conta.
Tudo começou na missa (o baptizado foi depois da Missa) quando o João me diz baixinho "ups, esqueci-me da Concha em casa". A cabeça começa a mil, primeiro pensamento: vou matá-lo! Segundo pensamento: Isso não ia resolver nada. Terceiro pensamento: Mas eu deixei tudo à porta, como é que ele não trouxe?!? Quarto pensamento: Não adianta pensar nisso. Quinto pensamento: Vou definitivamente matá-lo. No final deste monólogo de pensamentos encantador que se passou em segundos, pus um sorriso na cara (acho que não pus, mas para efeitos futuros vou dizer que sim) e fui procurar os meus pais que também já estavam na Igreja, aproximei-me com uma atitude muito madura e altiva, mas mal os alcancei desfiz-me em queixinhas "O João deixou a concha em casa!!!". Não consegui ajuda ali, passei para uma Tia que estava no banco de trás, daí veio a salvação! A minha tia tinha uma concha para me emprestar e vive ali mesmo ao lado. Primeiro stress resolvido!
Acabou a Missa e eu fui vestir o fato de Baptizado ao Sebastião enquanto o João foi a correr (bastante literalmente) buscar a concha. Resultado - o Sebastião teve um Baptizado lindo e foi baptizado com uma concha a dizer Afonso

Seguiu-se o baptizado, foi mesmo um momento bonito, para nós o baptismo não é só uma festa simbólica, tem mesmo um significado profundo e por isso é um dia de uma alegria enorme e festejamo-lo mais do que um dia de anos.

No final do baptizado, era preciso fechar a Igreja e fomos amavelmente  "expulsos". Problema, o Sebastião ainda estava com um vestido gigante. Solução, trocámo-lo à porta da Igreja, nas escadas que dão para o adro. Atrevo-me a dizer que fomos motivo de chacota dos turistas que por ali passavam! No meio disto ainda houve tempo para algumas selfies.

Finalmente, tudo tratado e estamos prontos para rumar a casa e esperar lá por toda a gente, Mas claro que isto não se podia fazer sem mais um percalço! A caminho do carro e com o Sebastião ao colo, achei boa ideia torcer os pé (não usava saltos tão altos desde que Moisés separou as águas!) e cair no meio do chão. Sabem aquelas quedas em câmara lenta? Aquelas em que achamos que a qualquer momento nos equilibramos e não caímos? Foi dessas, mas não me equilibrei... caí mesmo. A Teresinha teve o seu primeiro momento de vergonha alheia e dizia "levante-se Mãe... vá lá, levante-se" enquanto olhava à volta. Eu estava perdida de riso e o João decidiu largar o carrinho para me vir ajudar, mas eu olho para trás e vejo o carrinho a descer a rua sozinho! Foi interceptado por um turista... um daqueles que estava a gozar o pratinho desde que achámos boa ideia trocar a roupa ao bebé em plenas escadas na rua. Parecíamos os quatro saídos de um filme cómico de má qualidade e de piadas a metro! Levantei-me (não acredito que fiz um buraco nas calças acabadas de comprar!!!), fingi que nada se tinha passado, segui caminho e fingi ignorar que meia cidade estava de olhos postos em mim. Os pensamentos de quem olhava para nós deviam ir desde "loucos" a "negligentes". Mas decididos a ignorar o mundo ao nosso redor, continuámos a andar em direcção ao carro.

O resto do dia foi muito em passado, com o Sebastião rodeado de pessoas que o adoram e vão ajudar em todas as etapas da sua vida. E connosco, Pais, certos que por muitos erros que façamos, vamos acertando muita coisa pelo caminho. E para ter a certeza disto basta olhar para a nossa família.



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